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O Casarão do Belvedere

O imóvel construído em 1927 foi habitado por 4 gerações de descendentes de seus construtores, a família de Ernest Sohn. Em 2001 estes decidem se desfazer do imóvel, organizam uma venda e nessa venda são retiradas portas, janelas, vitrais e escadas. Em dezembro de 2002 o imóvel é tombado pelo CONPRESP da cidade de São Paulo. Depenado e já sem o lustro original, em janeiro de 2003, Paulo Goya, ator e atualmente o Presidente da OSCIP Espaço Cultural Dona Julieta Sohn que determina a linha de criação e gerencia os projetos artísticos do Casarão, como herdeiro do imóvel propõe à família a transformação do imóvel em espaço cultural.

Durante todo o ano de 2003 tentou-se recuperar e salvaguardar o que restava da construção. Obra custosa. Diante da impossibilidade de gerenciar a restauração e levar adiante o projeto artístico estabeleceu-se uma parceria para a obtenção da Lei de Fomento ao Teatro. Assim em agosto de 2004, junto com os Fofos Encenam, o Casarão abrigou o Projeto ‘Assombrações do Recife Velho’. Em conjunto pudemos assim devolver à população de São Paulo o derradeiro exemplar da alvenaria burguesa do bairro que se chamou o Belvedere. Entre o Bixiga e a Liberdade. Bairro que foi habitado pelos imigrantes franceses do final do século XIX, vindos para as missões francesas que remodelaram São Paulo no início do século XX. Onde se construiu a Vila Itororó. Local de residência de Oswald de Andrade e Octales Marcondes. Local de residência do arquiteto Ramos de Azevedo.

O Casarão, nestes seus 5 anos de atividades, além de abrigar e receber projetos de teatro, participou ativamente de vários eventos, como por exemplo, das primeiras Viradas Culturais de São Paulo, ainda quando o evento tinha como objetivo divulgar a criação artística na metrópole. Estabeleceu várias parcerias, sobretudo, com o Instituto Interseção de Filosofia Clínica, acolheu e serviu como local para a implementação de projetos artísticos e de caráter social. Tem denunciado de forma sistemática os desmandos e o descaso das autoridades constituídas com relação aos projetos de preservação das memórias, as aberrações e o descaso com - e sobretudo - com os projetos urbanos e especificamento do entorno de sua sede social. Esta tendo servido como exemplo e palco/cenografia para inúmeros projetos fotográficos, cinematrográficos de vários artistas contemporâneos brasileiros. Sempre fixado em cumprir seu objetivo que é a restauração, a urbanização do entorno completamente deteriorado do imóvel devido aos efeitos sociais dos últimos 30 anos e mais recentemente face a uma política perversa de construção; procurando preservar os remanescentes materiais e imateriais de sua memória. Desde 26 de agosto de 2005 apresentou mais de 70 espetáculos de teatro. Participou das duas primeiras Viradas Culturais apresentando eventos não somente de artes cênicas, mas também das artes visuais e de música. Defende a criação do pólo cultural da Vila Itororó mantendo seus habitantes no bairro. Luta pela criação de uma nova política de preservação para a cidade de São Paulo, que respeite sua história assim como os habitantes dela.

Nos anos a vir se propõe a ampliar seu público, servir-se de novas tecnologias para tanto, estabelecer parcerias no sentido de melhor divulgar todo o seu acervo iconográfico. Fazer sempre propostas que estabeleçam novos diálogos com todos aqueles que se interessem por uma cidade que realmente pertença a todos os seus habitantes.

Os Primeiros Sohn's

O primeiro Sohn, Jean Sohn (1730-?), era um arauto público (“veilleur de nuit”) em Estrasburgo, um emprego modesto mas honrado, pois os moradores da cidade confiavam nele para sua segurança. No começo do século XVIII, em diversos momentos, principalmente entre 1743 e 1744 grupos de Croatas passavam pelos campos e cidades da Alsácia.

A partir de então  a cidade ficou mais calma; e sua função era andar pelas ruas para verificar que nada de errado estava ocorrendo e dizer as horas: “É meia-noite, devemos nos retirar para casa sem ruído” (em francês: “Il est minuit, qu’on se retire sans faire de bruit”). Naturalmente ele dizia isso no dialeto Alsaciano, uma variante do alemão.

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